O desafio

A idéia é muito simples. Ajudar você a encontrar soluções.
Como assim ?
É só escrever, contando a situação ou dilema sobre o qual está refletindo e o Conselheiro Criativo irá gerar idéias livremente e sem se preocupar com a viabilidade delas. Essa parte será com você.
Mas sobre tudo?
Vamos conversar nos campos de liderança, equipes, novos negócios, empreendedorismo, novos produtos, inovação, empregabilidade, reposicionamento de empresas e novas estratégias.
A intenção é ajudar você a pensar diferente, a expandir suas possibilidades de soluções.
Esse é o desafio do Conselheiro Criativo.

Você poderá enviar sua questão num comentário aqui no blog ou email para conselheirocriativo@gmail.com
Ah, e se preferir, não precisa se identificar.

Espero sua conexão.
Um abraço

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

GRUJAE - Grupo Juvenil de Ação Empreendedora

Essa foi uma iniciativa muito legal realizada no final do século XX.
O propósito?
Desenvolver referenciais de cultura empreendedora em jovens. Foi então formado um time seleto que desenvolveu vários assuntos e projetos relacionados ao tema.
Mas e o resultado dez anos depois? Bom, nos encontramos ontem em São Paulo e foi muito interessante.
Brevemente nos comentários...

Grande abraço a todos!


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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

O poder da disciplina

Hoje em Brasília tive a oportunidade de assistir a uma apresentação do Circo Nacional da China. Simplesmente sensacional. Fiquei pensando todo o treinamento, esforço, dedicação, entrega e disciplina dos atores para desenvolverem tão brilhante performance.

Disciplina. Sem dúvida uma das principais virtudes dos realizadores. A visão gera inspiração. A disciplina traduz-se em foco. Tenho observado muitas pessoas com visões interessantes, mas sem a disciplina necessária para transformá-las em realidade. Ainda mais nos dias de hoje, nos quais somos constantemente convidados para novas perspectivas, que muitas vezes funcionam como armadilhas de desatenção.

Refletir sobre sua atitude de disciplina é uma boa prática para o empreendedor contemporâneo. Afinal, o hábito faz o monge. Concorda?

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Crise, trabalho, aprendizagem e o apagão ?


Os indicadores econômicos sinalizam recuperação da economia a partir do segundo semestre de 2009 (caso situações inesperadas negativas não ocorram). Muito bom! Se isso ocorrer espero que lições tenham sido aprendidas pelas empresas, governos e consumidores. É importante mudar alguns hábitos.
Quando ocorreu o apagão de energia no país, o consumo de energia foi conscientemente reduzido (e as contas ficaram menores). Porém, depois de voltar ao normal a maioria de nós já se esqueceu e os velhos costumes voltaram (e as contas engordaram). Tomara que não seja assim com a economia pós-crise. É tudo uma questão de crença e atitude.
Para contribuir com difusão de informações para profissionais atingidos (ou não) pela crise, tenho publicado periódicamente aqui no blog diversas oportunidades de trabalho, na coluna da direita, logo abaixo. Afinal, a solução para a crise é o trabalho, claro, com inovação!

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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

O negócio de bairro


Um novo negócio deve partir da constatação de uma oportunidade, ou seja, da necessidade de alguém pelo produto ou serviço que será oferecido. Esse aproveitamento de oportunidades deve-se mostrar também viável, principalmente considerando o retorno proporcionado em relação ao investimento feito, a quantidade de recursos que deve ser investida e a existência de um volume de vendas.

Dessa forma, os estudos para entendimento das oportunidades existentes e da viabilidade de explorá-las são um intenso exercício de aprendizado, no qual a informação é o insumo principal.

Entretanto, a prática do estudo de oportunidades e viabilidade muitas vezes é interpretada como difícil e não é realizada. A conseqüência é a falta de planejamento antes da abertura de um negócio, que é apontada como uma das principais causas da mortalidade empresarial no Estado de São Paulo.

Esse texto tem a intenção de apresentar ao elementos que facilitem a busca de informações para o chamado “negócio de bairro”. Vamos lá...

O negócio de bairro:

Muitas pequenas empresas são instaladas em bairros e têm a finalidade de atender a vizinhança. Estamos falando de padarias, farmácias, sorveterias, lojas variadas, restaurantes, buffets, lavanderias e muitas empresas de prestação de serviços. Nesse caso, o levantamento de informações deve ser concentrado nas características do bairro ou da região. A melhor forma de fazer esse levantamento é através da observação pessoal e até de pesquisas. As principais questões que devem ser respondidas são:

a) No bairro existem pessoas que são potenciais clientes? Ou seja, existem pessoas que se encaixam no perfil de cliente do seu negócio?

b) Essas pessoas existem em quantidade?

c) Quais os produtos e serviços que devem ser oferecidos?

d) Qual o preço considerado bom pelos clientes?

e) Existem concorrentes próximos? Por que as pessoas compram deles? (Observação)

f) Qual o melhor local para a instalação do negócio?

Assim, não economize tempo para conversar com as pessoas e empresários locais, para observar o fluxo do trânsito, as ruas mais movimentadas, os locais de estacionamento e as principais vias de acesso. E lembre-se: o sucesso do negócio está escrito nas linhas do mercado.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

A importância estratégica do gestor de ambientes corporativos


A compreensão dos ambientes organizacionais, seus propósitos e culturas; é insumo para a concepção e implementação de estratégias voltadas ao atingimento de resultados. E o profissional com essa capacidade é fundamental para empresas contemporâneas, porém nem sempre a própria cultura organizacional favorece essa atuação.
O que fazer então?

Sábado, 25 de Abril de 2009

Sobre liderança e príncipes

Sou um entusiasta da liderança plena, legítima, carismática, que inflama mentes e transforma visões em realidades. É muito legal contribuir e trabalhar num ambiente assim. Embora continue acreditando no poder do líder, ultimamente tenho exercitado algumas reflexões que, de uma certa maneira, são um contraponto aos preceitos das escolas de líderes, mas que também fornecem insumos para fortalecer ainda mais a consciência e a prática da liderança. Um dos textos que mais me chamou a atenção foi "O Príncipe", de Maquiavel (imagem desse post), resgatado à minha memória pelo mestre JLN. Uma genial obra de análise do comportamento humano na minha opinião. Gostaria de enriquecer ainda mais as reflexões sobre o assunto e compartilho com você uma síntese da obra, para seus comentários.
Aproveite a leitura:

Nicolau Maquiavel e "O Príncipe": uma breve introdução

Nicolau Maquiavel(1469-1527) foi escritor, diplomata, e pensador político, nascido e falecido em Florença. De origem relativamente modesta, conseguiu fazer carreira pública, após a expulsão dos Medici, em 1494.Executou missões junto a diversos Estados italianos, progredindo rapidamente na carreira. Embora nunca fosse nomeado oficialmente embaixador, dirigiu freqüentemente negociações de grande responsabilidade.

Foi particularmente importante a missão que desempenhou junto a César Bórgia, durante as conquistas deste na Romanha, em 1502.De regresso a Florença, desempenhou o cargo de segundo secretário, sob o governo de Soderini. Percebendo o perigo que representavam as tropas mercenárias, empregadas habitualmente por Florença e por outros Estados italianos, organizou, em 1506 e 1507, com a aprovação de Soderini, uma milícia nacional. Dois anos depois, a força por ele organizada com cidadãos florentinos participou do término vitorioso do assédio de Pisa, que Maquiavel supervisionou indiretamente. Todavia, quando os Medici ameaçaram os florentinos de dirigir contra a cidade tropas espanholas, a milícia foi dividida, sofrendo grave desastre em Prato, em 1512, e a entrega daquela posição defensiva acarretou a queda de Florença e a fuga de Soderini.

Preso por algum tempo em 1513 e torturado, Maquiavel recebeu depois ordem de se retirar para sua propriedade, perto de San Casciano, na Toscana. Devido a sua íntima conexão com o regime republicano deposto, não conseguiu recuperar sua preeminência política. Todavia, desempenhou por breves períodos alguns cargos menos importantes e recebeu dos Medici diversos favores, em reconhecimento por sua atividade literária, que se intensificou consideravelmente após a queda do governo republicano. Ocorrendo nova expulsão dos Medici, regressou a Florença, mas adoeceu gravemente, morrendo pouco depois.

Sua obra mais famosa, O Príncipe, escrita de 1513 a 1516, foi publicada postumamente, em 1532.A obra reflete seus conhecimentos da arte política dos antigos, bem como dos estadistas de seu tempo, e expressa claramente a mentalidade da época. Formulando uma série de conselhos ao príncipe, o autor expôs uma norma de ação autoritária, no interesse do Estado. Deste modo, Maquiavel ilustrou a política renascentista de constituição de Estados fortes, com a superação da fragmentação do poder, que caracterizara a idade média.

As obras de Maquiavel foram, a princípio, bem recebidas, mas durante o período agitado que se seguiu à Reforma incorreram no anátema de ambas as partes em luta. Em 1559, o pontífice incluiu-as no Índex. Por outro lado, denegridas sistematicamente, aquelas obras passaram a ser consideradas, nos países mais diversos, expressão do cinismo político, advindo daí o sentido pejorativo de termos como maquiavélico e maquiavelismo.

Análise de "O Príncipe"

O autor inicia com uma breve dedicatória do livro ao "Magnífico Lourenço de Médicis". Em seguida, começa a tratar de um assunto se estende por grande parte da obra: os principados. Vale ressaltar a definição de Estado segundo Maquiavel:"...todos os governos que tiveram e têm autoridade sobre os homens...e são ou repúblicas ou principados..."(cap. I).Em seguida, o autor propõe-se a examiná-los com profundidade, de acordo com suas características, inicialmente os hereditários e os mistos. Sobre estes, é interessante ressaltar de sua análise que estes são os menos tangíveis de dominação por parte de um usurpador qualquer e também os de maior capacidade de conservação de poder, devido a força existente no comando de um príncipe de uma linhagem de comando já tradicional. A respeito dos principados mistos, pode-se dizer que sejam um desdobramento, uma continuação, de um Estado já existente, "... Estados, que conquistados, são anexados a um Estado antigo..."(cap. III, número 3). Sobre estes, Maquiavel tem por ponto central a forma de controle, que pode ser fácil ou problemática. Nesse caso, aponta algumas soluções, tais como: eliminação da linhagem de nobres que os dominava e não alteração da organização de leis e impostos preexistente, instalação de colônias ou a mudança do novo dominador para o local conquistado. Mas deve ficar bem claro que o ponto central de apoio a um novo Estado dominante é que os povos dominados (e também seus vizinhos) o apoiem. Aliás, na questão das leis, o autor dedica um capítulo da obra para tratar apenas desse assunto, apontando a maneira com que se deve governar as cidades ou principados que, antes da conquista, tinham leis próprias. A partir daqui, o autor inicia a utilização de diversos exemplos para ilustrar as características que propõe a descrever a partir daqui. Neste caso dos principados mistos, um nome bastante comentado é o de Luís XII.

Maquiavel, a seguir, ilustra o porquê do reino de Dario, ocupado por Alexandre o Grande, não se revoltou contra seus sucessores após sua morte, contrastando este caso com territórios ocupados pela França. A grande explicação reside na forma de organização da monarquia: no reino de Dario, existe apenas uma figura central e de maior importância no poder, o príncipe, e todos os outros são servos; já nos reinos governados pela França, "...O rei...é posto em meio a uma multidão de senhores de linhagem antiga, reconhecidos e amados pelos súditos..."(cap. IV, no. 3), o que não cria uma figura central forte e, cujo poder, não possa ser contestado.

Retomando o assunto dos principados, este agora são diferenciados pela forma com que foram conquistados, contrastando "Os principados conquistados com as próprias armas e qualidades pessoais"(cap. VI) e "Os principados conquistados com as armas e virtudes de outrem"(cap. VII).No primeiro, cita os exemplos de Moisés, Teseu, entre outros, que por virtude própria tornaram-se príncipes. Já no segundo, o autor transcorre a respeito de César Borgia, filho do papa Alexandre VI, cujas conquistas foram impulsionadas pelo poder da posição de seu pai e, depois, por alianças com pessoas de punho mais firme que ele, como Remirro de Orco. Já em "Dos que conquistaram o principado com malvadez"(cap. VIII), é tratado o fato de se atingir o principado através de "...atos maus ou nefandos..."(no. 1).Vale destacar a forma que Maquiavel propõe da maneira como devem discorrer as injúrias ao povo, segundo ele "...todas de uma só vez, para que, durando pouco tempo, marquem menos..."(no. 8).Também é interessante a maneira com que os benefícios ao povo devem ser proporcionados:"...pouco a pouco, para serem melhor saboreados..."(no. 8).

Por fim, tem-se os principados civil e eclesiástico. O principado civil é aquele em que um cidadão comum torna-se príncipe de sua pátria pelo favor de compatrícios. Segundo Maquiavel, "...se chega a este principado graças ao favor do povo ou dos nobres"(cap. IX, no. 1).Partindo desse princípio, denota-se que, para a chegada do cidadão comum ao principado é necessário conquistar a simpatia de uma destas facções, que o levará a atingir seus objetivos. Já os principados eclesiásticos são mantidos pelas tradições da religião e tem uma força tão grande que mantém seu próprio príncipe no governo, independente da sua maneira de viver ou comportamento. O autor afirma que "...somente estes principados são seguros e felizes..."(cap. XI, no. 1) devido às condições que o domínio religioso oferece a estes príncipes, Estados e súditos: os príncipes detém o Estado, mas não o defendem, pois não há risco deste lhe ser tirado; e os súditos, mesmo não sendo governados, não se importam e nem pensam numa separação de seu príncipe. Entre as explicações destes principados, o autor discorre a respeito da forma "Como medir as forças de todos os principados", que trata basicamente de um assunto: a partir de que momento a força de um príncipe é tão grande a ponto de não precisar da ajuda de outros para se defender.

Depois da discussão a respeito dos principados, o autor entra em uma parte que pode ser considerada intermediária na obra. Discorre sobre as milícias e exércitos, os quais afirma serem as bases principais de sustentação do poder, ao lado de boas leis, e ambos têm uma forte ligação entre si. A respeito dos tipos de milícias, podem ser de quatro tipos: próprias, mercenárias, auxiliares ou mistas. As mercenárias e auxiliares são de nenhuma utilidade e transmitem grande perigo, devido ao vínculo praticamente ausente com os que defendem. Deve-se sempre fugir destas milícias pois a verdadeira vitória só é saboreada se conquistada com as próprias armas, sem levar em conta o prestígio alcançado entre os soldados e súditos desta maneira. Sobre os deveres do príncipe para com seus exércitos, Maquiavel afirma que a arte da guerra deve ser sempre exercitada, tanto com ações como mentalmente, para que o Estado esteja sempre preparado para uma emergência inesperada e, também, para que seus soldados o estimem e possam ser de confiança.

Depois da discussão das milícias, Maquiavel inicia a terceira e última parte de sua obra: a discussão sobre como devem ser as características da personalidade dos príncipes, inicialmente pelas quais são louvados ou vituperados.

Da leitura do texto, se conclui que os príncipes não devem tentar reunir todas as qualidades consideradas boas, pois a sensibilidade humana não permite que sejam todas distintas e acrescentem muito a opinião dos súditos a seu respeito, mas se concentrar em absorver aquelas que lhe garantam a manutenção do Estado. Mas a questão a qual o autor mais se atém é que o príncipe deve evitar de todas as maneiras adquirir duas delas: o ódio e o desprezo de seus súditos.

Dentre as qualidades apontadas estão a generosidade, que deve se balanceada pela parcimônia, a economia. O príncipe deve ser generoso, mas não muito, pois pode-se adquirir má fama entre aqueles que não forem beneficiados por esta generosidade, além de atentar para o detalhe de que geralmente, quando alguém ganha, outros perdem, e isso pode gerar o ódio ao príncipe, o que deve ser evitado a qualquer custo. Tão antagônicas quanto as características apontadas acima estão a crueldade e a piedade. Aliás, as considerações a este respeito tornaram fizeram boa parte da fama de Maquiavel, com suas afirmações em relação a ser temido ou amado. Ele afirma que, na impossibilidade de reunir ambas características, ou de ter que renunciar a um deles, é melhor ser temido, pois trair a alguém a quem se teme é bem mais difícil do que a quem se ama. No entanto, ao passo que não se conquista o amor, deve-se evitar o ódio, respeitando os bens e as mulheres dos súditos. Um ponto de destaque é no que diz respeito a postura do príncipe para com seus exércitos: não deve se importar com a fama de cruel para com eles pois "...Sem esta fama, nunca se mantém um exército unido nem disposto a qualquer combate..."(cap. XVII, no. 4).Quanto a palavra do príncipe, afirma que este deve procurar mantê-la mas, quanto isto não for possível, deve-se usar artifícios para "...confundir a mente dos homens..."(cap. XVIII, no. 1) pois estes, "...No final, superaram os que sempre agiram com lealdade". Segundo Maquiavel, o "...príncipe prudente não pode, nem deve, manter a palavra dada, quando lhe for prejudicial"(cap. XVIII, no. 3).

O capítulo mais extenso da obra discute "Como evitar o desprezo e o ódio". O ódio surge quando se perdem bens e honra, pois assim os súditos passam a viver insatisfeitos. Já o desprezo surge quando o príncipe é considerado volúvel, superficial, efeminado, pusilânime, indeciso, características que ele deve evitar a qualquer custo. Em suas atitudes devem ser vistas boas qualidades como coragem, força e certeza, para que nunca tenha que voltar atrás em uma decisão.Com isso, o príncipe adquire boa reputação, e o surgimento de uma conspiração contra sua pessoa torna-se difícil pela admiração de seus súditos por ele. Refletindo sobre isso, também se faz necessário destacar a necessidade de se agradar tanto ao povo como aos nobres, como já foi dito anteriormente no assunto dos principados, porque conspirações podem surgir de qualquer um dos lados. E para isso, não são necessárias apenas boas ações, mas também as más, pois para agradar um grupo podem ser necessárias ações corruptas, negativas, benéficas partindo-se do princípio de agradar os súditos. E, para finalizar a discussão à respeito das características do príncipe, Maquiavel trata das atitudes que este deve proceder para ser admirado, entre eles grandes realizações e

exemplos raros, além de grandes demonstrações de política interna e externa e de amizade ou inimizade verdadeiras.

Encerrada esta discussão, Maquiavel escreve mais diversas considerações, que poderiam ser considerados apêndices, a respeito de diversos assuntos que cercam o príncipe. Entre eles, estão considerações sobre a utilidade de fortalezas e outras coisas cotidianas, secretários, aduladores, influências da fortuna sobre os homens e à respeito da Itália. No que diz respeito às fortificações, deve construí-las e armar parte de seus súditos para sua própria segurança, caso tenha medo de seu povo, mas em caso contrário, deve abandoná-las. Sobre os secretários, são de difícil escolha. Os de melhor caráter são os que pensam sobretudo no príncipe, sem procurar útil para si próprio em todas as ações que comete. Aduladores:"...Os homens...com dificuldade, defendem-se desta peste..."(cap. XXIII, no. 1).Evita-se as adulações fazendo com que os homens compreendam que não se ofende ao príncipe se dizerem a verdade à respeito do que lhes for perguntado. No tocante da fortuna, se ela "...muda e os homens obstinam-se em suas atitudes, estes terão sucesso enquanto os dois elementos estiverem de acordo e, quando discordarem, eles fracassarão..."(cap. XXV, no. 9).Maquiavel, sobre a Itália, escreve dois capítulos de sua obra: "Porque os príncipes da Itália perderam seus Estados" e "Exortação para retomar a Itália e libertá-la dos bárbaros", que expõem motivos e soluções para questões de sua pátria, a partir de tudo que discutiu-se no livro.

Bibliografia consultada:

_MAQUIAVEL, Nicolau, "O PRÍNCIPE", Coleção Leitura, Editora Paz e Terra, RJ, 1996.

Trabalho elaborado por Ricardo K. L. Ferreira

Fonte: http://www.coladaweb.com/economia/principema.htm

Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Gestão por Processos e a Criatividade

Recebemos na terça relevantes ensinamentos sobre Gestão por Processos, o moderno e desafiador método sitêmico de organização de uma empresa. Nosso mestre, Péricles, apresentou no pós-classe uma argumentação muito legal sobre processos e criatividade. Segundo o experiente consultor, "certamente processos não repetitivos e de criação, desenvolvimento, produção e consumo com ciclo de vida muito rápidos, não se prestam a padronização como discutimos, mas este não é o caso de nenhuma de nossas empresas. Por outro lado a padronização não embute a criatividade, pelo contrário, a arte do kaizen exige criatividade o tempo todo, pois se ela é incremental e a sua curva de agregação de valor é logaritmica, para obter-se resultados continuamente temos que ser criativos o tempo todo".
Concordo com o professor, inclusive no que se refere à inovação plena, ou kaikaku, resultante de processos bem definidos, e não somente de insights esporádicos.
Vamos aprender com a experiência de todos? O que acham?

Sábado, 28 de Março de 2009

O empreendedor e os riscos


Todos os dias lidamos com decisões que envolvem riscos. Muito embora os aventureiros sejam importantes na trajetória da inovação, os empreendedores apresentam um comportamento que traduz o cáculo do risco. Isto é, o empreendedor gosta de jogar, porém quando entende que possui grande chance de ganhar. Esta é uma questão de certa maneira controversa. Gostaria de conhecer sua opinião. Como você decide sobre correr riscos? Vamos compartilhar?

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Os tecladores serão reconhecidos


A blogsfera brasileira está se adensando e o Prêmio TopBlog vem valorizar o blogueiro que, com criatividade e espírito empreendedor, contribui para um Brasil melhor.
Vamos participar! Sucesso!

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

As sutilezas do novo negócio

Sempre que alguém me pergunta “como faço para abrir a empresa?”, procuro direcioná-la para outra pergunta: “como faço para ganhar dinheiro com a empresa?"
Esta pequena variação representa muita coisa. Isso porque antes de se tomar uma decisão de realização de investimentos em um novo negócio, deve-se conhecer as sutilezas a serem consideradas para que os clientes se sintam atraídos pela proposta.
"Mas como as descubro?" É a dúvida que se segue.
Bom, aí é desenvolver uma curva de aprendizagem tendo como base perguntas inteligentes. As fontes principais das informações são as pesquisas e relatos existentes sobre o ramo, fornecedores, potenciais clientes e até concorrentes.
O empreendedor deve então desenvolver este aprendizado, formando o quebra-cabeças que irá permitir uma tomada de decisão consciente sobre o investimento num novo empreendimento.
Esta atividade pode durar meses, ou o tempo necessário para se conseguir dirigir com menor risco de acidente.
Se você quiser receber uma lista com sugestões de perguntas que podem ajudá-lo a pensar sobre seu futuro negócio, é só solicitar para conselheirocriativo@gmail.com
Sucesso!

Sábado, 21 de Março de 2009

O Profissional contemporâneo ?

Nossa conversa hoje abordou diversos temas interessantes, inclusive características do profissional contemporâneo. Dentre outras, podemos citar curiosidade, desejo permanente de aprender, flexibilidade e abertura para correr riscos. Neste momento de crise mundial, está ocorrendo uma reavaliação deste perfil. Fico então pensando em quais novos aspectos significam competências a serem desenvolvidas para potencializar a atuação do profissional neste mercado de trabalho turbulento. Você tem sugestões?
Ah, e se você quiser conhecer um draft que fizemos sobre as características do profissional contemporâeo, por favor envie email para conselheirocriativo@gmail.com
Um abraço!

Terça-feira, 17 de Março de 2009

Sobrevivência e oportunidade na crise


Muitos empreendedores estão enviando relatos de dificuldades financeiras decorrentes do período de crise que envolveu o planeta, e solicitando idéias do Conselheiro Criativo. Bem, seguem algumas, procurando incrementar as já tradicionais divulgadas na mídia:
1) O foco principal deve ser em vendas:
- Procure identificar novos públicos e novos produtos e serviços. Lembre-se do potencial de consumo das classes economicamente menos favorecidas para produtos de menor valor.
- Idealize e realize promoções criativas. Observei uma sorveteria distribuindo vales-sorvete em escolas O resultado foi um aumento do faturamento decorrente da venda média de mais três sorvetes por vale distribuído. Isso porque alguém tem que levar as crianças para tomarem o sorvete.
- Identifique novos canais de comunicação e faça relacionamento. Acompanhei um restaurante comunicando benefícios aos clientes através do Twitter. Resultado: aumento do faturamento.
- Acompanhe as vendas diariamente. Não deixe cair a peteca da qualidade no atendimento.
2) Mas não se esqueça das finanças:
- Seja disciplinado na gestão financeira, considerando custos, fluxo de caixa, formação de preço de venda e apuração de resultados. As informações ajudarão na tomada de decisões.
- Reduza a zero os desperdícios, que sempre existem.
- Capital de giro: busque informações sobre microcrédito, pode ser uma alternativa viável em sua região.
3) E nem dos estoques:
- Negocie prazos maiores com fornecedores, lembre-se que todos estão interessados em vender;
- Procure trabalhar com baixo volume de estoques e maior frequência de reposição, para que o capital não fique empatado em mercadorias que podem demorar para girar.
4) E sobretudo, não desanime:
- Nas relações societárias procure reduzir as discordâncias e somar esforços para a definição de um plano de recuperação.
- Procure conversar com outros empresários, fazer conexões e acompanhar as tendências em seu setor de atuação. Lembre-se que crises são bons momentos para identificar oportunidades, daí o ideograma crise e oportunidade desse post.
- Acredite demais da conta no seu potencial empreendedor. Ele faz a diferença!

Sugiro também a leitura do manual "Como agir na crise", com boas recomendações. Para acessar a publicação é só clicar aqui.
Em(n) frente!

Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Atitude empreendedora e o vestibular: algo a ver?

Neste início de ano recebi muitas perguntas sobre visão de futuro, carreiras profissionais e vestibular. Pois é, vestibular...vamos refletir um pouco sobre este último tema que, na minha opinião, tem tudo a ver com a atitude empreendedora, uma vez que envolve metas, resultados e riscos. Acredito que uma trajetória exitosa no vestibular pode ser desenvolvida com a aplicação de alguns comportamentos dos empreendedores, tais como perseverança e determinação, comprometimento, orientação para metas, pensamento criativo, raciocínio sistêmico, otimismo realístico e espírito competitivo. Tudo isso combinado com um bom método de estudo. Nestes últimos tempos andei pesquisando com professores especialistas e alunos,e também aplicando algumas práticas que facilitam a atitude empreendedora focada no vestibular. O resultado foi um conjunto de dicas que pode ser um diferencial para vestibulandos que queiram utilizar seu potencial empreendedor. Se você quiser receber estas informações basta enviar um email para conselheirocriativo@gmail.com, com informações sobre os aspectos que gostaria de melhorar. Será uma satisfação poder contribuir com seu sucesso. Vamos em frente?

Domingo, 1 de Março de 2009

A eficácia do feijão com arroz

Neste mundo de intensa informação sobre tudo, gostaria de chamar a atenção para a simplicidade nas soluções. É a chamada "ciência do feijão com arroz". Existe tanta teoria voltada para empresas e negócios que a gente acaba ficando confuso e construindo sofisticadas soluções (caríssimas) que somente acabam dando certo depois que tudo dá errado e alguém resolve fazer uma desconstrução para simplificar. E aí, incrivelmente, a coisa funciona.
Então por que não começar direto buscando o caminho simples, e depois um outro incremental, e mais outro. Como o passar do tempo poderá até ser criado um sistema complexo. Mas com total compreensão, aprendizado e clareza.
Alguns sinais indicam se estamos complicando o que não é complicável:
- muitas reuniões longas, com diversos temas sendo tratados ao mesmo tempo;
- muita modelagem teórica e pouca prática e conhecimento reais (terceirização da mão na massa);
- equipes sofisticadas e incrivelmente divergentes (desgaste em cima de desgaste);
- muita alegoria e pouco samba no desfile do dia-a-dia da empresa.
Para pensar e simplificar. Pode ter certeza, resultados à vista! E bota água no feijão...

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